sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Pedalando no Sertão - Documentário sobre o missionário que evangelizou o sertão montado numa bicicleta

O Pr. Ubiratã Souza evangelizou pessoas do sul do Piauí e do oeste da Bahia
Debaixo de sol, sobre duas rodas de uma bicicleta, com poucos recursos, mas com muita vontade em levar a Palavra de Deus, assim, por muitos dias, foi a rotina do pastor e missionário Ubiratã de Souza que, desde os 22 anos, tem dedicado grande parte do seu tempo em ganhar vidas para Jesus.
“Quando ainda era jovem, Jesus me apareceu. Vi Suas mãos, Seu sangue e demônios correndo. Desde esse dia não parei mais de pregar o evangelho; dizer que Cristo é o salvador de nossas vidas e que grandes coisas Deus têm feito por nós”, explicou Ubiratã.
Pastor Ubiratã
Pastor Ubiratã
O pastor, que não imaginava ganhar este título, logo após seu encontro com Jesus, comprou um chapéu, no qual escreveu: “Ao Deus Desconhecido”, baseado passagem bíblica de Atos 17.23; e saiu de bicicleta pelo sul do Piauí e o oeste da Bahia evangelizando pessoas carentes – (“Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio” – Atos 17.23).
Segundo Ubiratã, ele visitou diversos lugares, pregando a Palavra de Deus, bem como vendo milagres acontecerem. Além disso, muitas pessoas se converteram e também serem batizadas. Quantos aos quilômetros percorridos em cima de duas rodas, o pastor declara que esses são incalculáveis.
“Certo dia, minha netinha estava chorando muito. Várias pessoas a pegavam no colo, mas ninguém conseguia fazer com que ela parasse de chorar. Então, o pastor Ubiratã veio até a minha casa, orou e a criança urinou bastante. Logo em seguida, ela parou de chorar”, contou Terezinha, moradora do Estado do Piauí.
Pastor Ubiratã
O documentário
O “Pedalando no Sertão” surgiu por meio de um encontro entre o cineasta, Ricardo Reis, e o missionário e pastor Ubiratã, durante a Conferência da Igreja Cristã da Família.
Ao ter conhecimento da história do pastor, Ricardo, junto a outras pessoas como Matheus Ortega, Saulo Augusto, Afonso Flores, Bruna Manzoli, Vanessa Laitano e José Nilson Rodrigues, decidiu documentar a vida deste homem que tem sido uma inspiração para muitos cristãos.
Segundo o diretor do documentário, Matheus Ortega, a produção do filme teve vários objetivos, os quais foram todos alcançados. “Impactamos a juventude cristã; honramos a vida do Pr. Ubiratã e sua família; e arrecadamos fundos e apoio para o Sertão brasileiro. Para nossa surpresa, também conseguimos enviar mais de R$ 50 mil para o Sertão do Brasil; e muitos jovens se interessaram em realizar missões no local”.
Gravações do documentário "Pedalando no Sertão"
Gravações do documentário “Pedalando no Sertão”
Ainda, segundo Matheus, a produção do documentário durou seis meses e foi realizada de forma totalmente voluntária. “Por meio deste filme, conseguimos realizar o sonho de retratar a história de um verdadeiro homem de Deus. Não contávamos com recursos para realizar uma mega produção, no entanto, contamos com a força de vontade e talentos de todos os envolvidos”, explicou. “Além disso, aprendi que não precisamos de muito para servirmos no Reino de Deus. Assim como o Pr. Ubiratã falou e viveu, o que precisamos é de força de vontade e disposição, pois Deus faz o resto”, finalizou.
Equipe de produção do documentário:
Direção: Matheus Ortega
Direção de Fotografia: Ricardo Reis
Produção: Ricardo Reis e Saulo Augusto
Som Direto: Afonso Flores
Assistente de Direção: Bruna Manzoli
Edição: Vanessa Laitano
Ator que interpretou o Pr. Ubiratã: José Nilson Rodrigues
Trilha Sonora: Palavrantiga, Susana de Oliveira, Carlinhos Veiga, Roberto Diamanso e Salvador Rodrigues.
Se você tem interesse em conhecer um pouco mais sobre a história deste homem que tem vivido para realizar a obra do Senhor, acesse vimeo.com e não deixe de assistir ao documentário “Pedalando No Sertão”.
Fotos: Arquivo do documentário

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Fazendo funcionar uma secretaria de missões


Não basta apenas criar uma Secretaria de Missões apenas por criar, é necessário que esta Secretaria funcione realmente, exercendo fielmente as atividades para a qual foi criada.
Certo missionário disse certa vez: “Secretaria de Missões, é tudo muito bonito, mas na prática não funciona”. Ele disse isso por estar a vários anos no campo missionário sem nunca receber uma carta da Secretaria de Missões, ou membros de sua igreja; em dois anos só tinha recebido uma carta do seu Pastor. É claro, que isto, infelizmente continuará a acontecer, mas não deve ser regra e sim exceção. Pois cabe a igreja, através da Secretaria de Missões dar o apoio financeiro, moral, emocional e espiritual ao missionário no campo.
A Secretaria de Missões tem a obrigação de manter a igreja sempre bem informada a respeito de seus missionários e também da obra missionária de maneira geral e abrangente.
Abaixo vamos ver quais são as funções básicas de uma Secretaria de Missões:
  1. Coordenar toda a ação missionária da igreja, em parceria com o Pastor Local;
  2. Envolver a igreja em oração intercessória constante pelos missionários;
  3. Informar a igreja das vitórias, necessidades e motivos de oração de missionários;
  4. Manter contato com missionários que estão no campo, prestando o apoio moral, e também estimular a outros irmãos que façam o mesmo;
  5. Descobrir vocações, apresentá-las a igreja e cuidar de todo o preparo transcultural do vocacionado;
  6. Promover cultos missionários, conferências, seminários, cursos e outras atividades similares para o despertamento e maior envolvimento da Igreja;
  7. Organizar uma biblioteca missionária;
  8. Se possível organizar um boletim informativo missionário;
  9. Adquirir cartazes, bandeiras, e outros materiais de ornamentação que desperte para a obra missionária;
  10. Arrecadar recursos para a obra missionária, promovendo todos os meios de mobilização para arrecadação de fundos. Uma boa maneira é incentivar cada crente a ter seu carnê missionário para que ele possa contribuir sistematicamente todos os meses. Incentive-o depois de acabar um a pegar um outro novo;
  11. Apresentar a Igreja relatório financeiro, bem como das atividades dos missionários;
Organize comissões de trabalho. É importante que todos os membros da Igreja estejam envolvidos, pois, além de ajudar nos serviços, estarão colocando a mente e o coração na obra missionária.

Trecho de artigo retirado de: http://www.semipa.org.br/?page_id=175
Via Miaf

terça-feira, 19 de agosto de 2014

QUEM É ELE?, poema de David Gomes


QUEM É ELE?

Mas, que é esse de jeito assim cansado
que a sorrir percorre o nosso povoado?
Quem é ele que leva na viagem
um cofo com seu rancho
e a Bíblia com a mensagem?

Já o vi pelos rios, navegando alegre
e o encontro outras vezes em pensões de margem
com o povo bom, com o povo incréu
ele é sempre o mesmo, apontando o céu...

Quanta vez mal chegou e vai seguir além
levando seus tratados, com a mensagem do bem.
Canta e ensina ao povo, chora ao ver a dor
combate o pecado, mas transborda em amor!

Deixou atrás sua gente e o conforto alegre
da cidade festiva, cativante e viva
e veio ao nosso encontro
       sem gáudio
        nem comendas,
a viver nosso drama, a desfazer nossa lenda...

De Deus nos fala e que autoridade!
De amor ensina o ideal que anima.
Quem é ele, afinal, conhece-lhe o sinal?

Uma Junta o mandou,  dizem uns
outros protestam, pois contam sua vinda
como oferta de Deus, risonha e linda...
E ele vai feliz, abrindo seu caminho
escola veio dar,
remédio receitar,
e prega o Salvador
que liberta o mesquinho!

Distância ele não vê, calor jamais reclama.
Encarna em sua calma, o Deus bom que proclama,
a pergunta, no entanto, ainda está no ar:

     Mas quem é esse de jeito assim cansado
     que a sorrir percorre o nosso povoado?

É o missionário, amigo, a luz que o céu proclama
o arauto que o sertão veio tirar da chama,
sacando ao pecado, as almas vis, perdidas,
por Cristo, Salvador, Reconstrutor de vidas!
               Bendito sejas,
                             MISSIONÁRIO!

Do livro Antologia Missionária (Casa Publicadora Batista, 1967)

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

21º Congresso Missionário de SEMIPA


21º Congresso de SEMIPA já tem data para acontecer, de 13 a 20 de setembro, no parque de exposições de São José do Vale do Rio Preto – RJ. Este ano, já temos confirmada a presença do Pr. Elias Torralbo, Jean Max, Nerildo Accioly, Angelo Galvão, dentre outros.

Te esperamos aqui!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

19 maneiras fáceis de despertar os seus amigos para as Nações (e 5 maneiras para garantir que eles fiquem longe delas)



Dicas para aproximar seus amigos da realidade missionária, despertando o interesse e a curiosidade sobre outros povos/países. Traduzido e adaptado para a realidade brasileira por Veredas Missionárias, a partir de Mission Catalyst .

Todos nós sentimos isso, não é? Você experimenta algo bonito, legal, ou incrível, e você tem de compartilhá-lo com alguém. Talvez seja um livro, um lugar, um pensamento ou uma descoberta. Seja como for, você quer que as pessoas mais próximas a você saibam! Você quer que seus amigos e familiares compartilhem a alegria e admiração que você sente.
Quando a "coisa legal" é o amor de Deus pelas nações, e particularmente a sua preocupação com as pessoas atualmente sem acesso à Boa Nova do Evangelho, a sua preocupação não é apenas que eles admirem o que você compartilha, mas que eles juntem-se para resolver o problema.
Assim, a “mobilização prática" realmente significa apenas "venha compartilhar esta paixão e inclinar o ombro a este trabalho comigo." Em junho nós vimos 75 maneiras de colocar o seu dinheiro para uso em Missões . Confira agora essa lista de formas simples, baratas e eficazes para trazer seus amigos para a sua obsessão.

19 maneiras fáceis de introduzir os seus amigos para as Nações

1.      Comprar-lhes um livro. Ridiculamente antiquado? Pode apostar que sim. Mas também ainda eficaz. Eu sou quem eu sou hoje, em parte, devido ao livro In The Gap: O que significa ser cristão no Mundo, de David Bryant . Procure por livros de Missões, mas também por livros em geral (viagens, história etc.) que podem introduzir os leitores a uma parte do mundo que eles provavelmente não poderiam descobrir sozinhos.
2.      Os seus amigos são mais inclinados para filmes do que livros? Por que não fazer uma viagem de poltrona para a África ou Ásia? Acesse essa listagem de filmes que vão colocá-los em contato com outras culturas.
3.      Expresse sua necessidade de ajuda em organizar uma classe ou evento missionário. Pense em convidar alguém com as palavras: "Você tem uma habilidade que me falta.Você pode me ajudar com isso? "
4.      Leve-os em uma viagem de missões de curtíssimo prazo, ou impacto evangelístico. Você pode ainda visitar e servir um grupo de pessoas não alcançadas em sua cidade ou nas proximidades. Pode iniciar com algo que dure pelo menos metade de um dia, mas não mais do que dois dias.
5.      Convide-os a participar de um grupo de oração de curto prazo por Missionários e pelas Nações; por exemplo, 15 minutos antes de irem para a igreja, ou antes de iniciar-se o culto, por quatro semanas. E até mesmo um menor compromisso: Pergunte ao seu pequeno grupo ou igreja, se você pode realizar uma oração mundial, uma vez por mês.
6.      Faça em sua próxima reunião, um pequeno prato de culinária estrangeira, e incentive os participantes a trazerem algo de uma parte diferente do mundo. Considere abrir a sua cópia do livro Intercessão Mundial, de Patrick Johnstone, e orar pelas nações representadas pela comida.
7.      Leve seu amigo para comer comida indiana. Ou etíope. Nervosismo sobre o desconhecido vai manter muitas pessoas afastadas de desfrutar destes pratos fascinantes - e as culturas complexas e belas por trás deles. Sua experiência e incentivo podem abrir novas portas.
8.      Leve-os para conhecer um professor estrangeiro visitante na sua universidade. Ou deixe o carro na garagem e assistam a uma palestra TED ministrada por um inovador brilhante de uma outra cultura (as palestras TED levam de cinco a no máximo 20 minutos, e são ministradas por especialistas de todo o mundo, apresentando ideias e inovações de todos os campos do conhecimento humano. Veja AQUI o diretório dos vídeos já legendados em português).
9.      Convide-os a contribuir para o trabalho focado especificamente em um povo não alcançado. Jesus estava certo sobre a proximidade de nossos corações em relação ao nosso tesouro (Mt 6.21).
10. Convide-os para participar de um culto ou congresso de Missões, seja em sua igreja ou em outro lugar. Especialmente se você souber que pregador ou missionário que ministrará possui uma pregação/testemunho impactante. Considere também convidá-los para fazer um curso introdutório ou básico de Missões (há opções de cursos à distância, por correspondência ou online – veja sobre cursos AQUI). 
11. Apresentá-los a músicas significavas para mobilizar para Missões. Na rádio online Veredas disponibilizamos mais de 140 músicas focadas em Missões/Evangelização/Chamado, de diversos artistas. Confira AQUI.
12. Vão conhecer estudantes ou trabalhadores internacionais juntos. Encontre lugares onde vocês poderão conhecer alguns. Uma boa forma de abertura é: vá com o objetivo de aprender um pouco de árabe ou outra língua de sua escolha. Poucos falantes nativos irão se espantar de alguém tentando aprender a sua língua.
13. Convide seus amigos para participar do programa de intercâmbio de uma universidade ou escola próxima, abrindo sua casa para receber e hospedar um estudante de outro país.
14. Tome um amigo com você para ser voluntário em um programa de assistência aos refugiados em seu estado ou região. Por exemplo, o Brasil tem recebido ultimamente diversos refugiados sírios, que chegam aqui fugindo da guerra civil.
15. Visitem uma mesquita, templo ou local de cultos de algum povo estrangeiro juntos (você não estará traindo Jesus!).
16. Leve as crianças ou o seu grupo da igreja em uma gincana cultural – em alguma exposição num museu dedicada a algum país, ou em algum bairro de imigrantes localizado em sua cidade ou região (caso exista).
17. Não seja chato com isso, mas fale sobre como Jesus era profundamente conectado com as pessoas que estavam para além do fluxo principal de sua cultura, muitas vezes aquelas mesmas pessoas que os religiosos queriam evitar (samaritanos, soldados romanos, prostitutas etc.)!
18. Se você estiver atuando no ministério missionário, convide seus amigos para orar e apoiar você.
19. Faça perguntas ao seu amigo de forma que você possa encontrar um terreno comum, ouvir as suas paixões, e ouvir as suas preocupações. Isso pode acontecer melhor durante um café (ou chá) e com tempo dedicado a isso, durante o qual você poderá introduzir assuntos missionários pertinentes e condizentes com as paixões de seu amigo.

Bônus: Cinco maneiras para garantir que eles Fiquem Longe

Quer que seus amigos fiquem longe de seu interesse/envolvimento em missões? Estes hábitos devem fazer com que o truque funcione com folga:

1.      Constantemente humilhar ou menosprezar a cultura de origem de vocês, dando a  entender que ela não é tão boa / pura / legal como a cultura estrangeira com que você está envolvido.
2.      Constantemente criticar sua igreja (dirigindo palavras particularmente desagradáveis sobre o seu pastor) por não se preocupar com o "verdadeiro coração de Deus".
3.      Agir como se Deus só amasse as pessoas que não são como você e seus amigos. Ou dar a entender que talvez Ele apenas goste mais delas.
4.      Tocar constantemente trombeta sobre suas viagens e realizações missionárias no exterior, enquanto apenas mascara seu desdém para o evangelismo e missões "locais".

5.      Não se importar com seus amigos. Ter cuidados apenas para com a sua “causa”.

sábado, 2 de agosto de 2014

Revista Passatempos Missionários 4: Biografias Missionárias


Já está disponível para download o novo número da revistinha Passatempos Missionários. Esta edição tem por tema Biografias Missionárias
Mais do que de grandes figuras e personalidades, a história da expansão do Reino, do Evangelho de Cristo pela terra, é uma história construída por anônimos. “Deus escolheu as coisas que não são para humilhar as que são” (1Co 1.28), e tenha por certo que somente na Glória saberemos que pequenos agentes, e que pequenas ações, foram usadas por Deus para causar as maiores repercussões espirituais que redundaram na salvação de almas e no alcance de territórios e corações hostis.
Apresentamos nesta edição pequenas biografias de: Conde Zinzendorf e os Irmãos Morávios, William Carey, Amy Carmichael, C.T.Studd, Robert Reid Kalley, David Brainerd, David Livingstone, José Manoel da Conceição e William Cameron Townsend. E ainda palavras cruzadas, uma listagem de livros biográficos e filmes sobre missionários, e a página Reflexões Missionárias, com citações de cada um dos biografados.
As breves biografias que apresentamos aqui têm como único objetivo servir de instrução e inspiração, dando exemplo da grande visão, da humilde entrega e da ferrenha perseverança com que muitos servos de Deus doaram-se à Sua vontade, cientes de que Deus “quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.” (1Tm 2.4). O espaço de que dispomos é exíguo, pelo que as biografias estão bastante resumidas. Incentivamos-lhes a conhecerem a fundo as riquíssimas vidas desses e de outros dedicados servos de Deus, através dos muitos livros disponíveis em português sobre esses verdadeiros heróis da fé.
Esta edição possui 16 páginas e está disponível em formato pdf.

Para baixar a revista pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para visualizar online, ou baixar pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.

Caso não consiga realizar o download, solicite-me o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br

Colabore conosco, repassando esse recurso para outros irmãos e igrejas, divulgando em seu blog, site ou redes sociais.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Missões de curto prazo em 2015 com MIAF - Participe!

(Clique na imagem para ampliar)

Em 2015 você terá a oportunidade de participar de uma de nossas viagens de curto prazo para se juntar a uma equipe de missionários na África. Entre em contato através do email: cprazo@miaf.org.br

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Marcadores de Bíblia para baixar e imprimir - 17 modelos gratuitos!


Amados irmãos e amigos, elaboramos para vocês esta série de 17 modelos de marcadores bíblicos. Cada página contém 2 exemplares de um mesmo modelo de marcador, salvo nos modelos  ‘Textos Usados com os Descrentes que Apresentam Desculpas’ e ‘Plano de Leitura da Bíblia em 3 Meses’, que, em virtude de seu tamanho, constam de apenas um por página.
     Os marcadores estão em preto e branco, e devem ser recortados nas linhas indicadas e depois dobrados, formando frente e verso. Caso queira, você pode colá-los, e até mesmo plastificá-los, conferindo assim muito maior durabilidade ao marcador. Pode também imprimir em papel cartão, pólen ou qualquer outro, a seu critério.

Note que buscamos elaborar modelos com temáticas diversas:
Há modelos do que eu chamaria de utilidades bíblicas, excelentes tanto para novatos na fé quanto para os cristãos mais experimentados, que compreendem listagens temáticas de versículos para auxiliar os leitores, como o já citado ‘Textos Usados com os Descrentes que Apresentam Desculpas’, e ainda ‘Os 22 Principais Problemas Dentro da Igreja e os Textos Bíblicos Que Ajudam no Trato com Eles’; ‘Onde Encontrar Auxílio Quando...’, e ‘As Respostas de Deus’.
Há ainda práticos modelos com espaço para anotações, em um dos versos ou em ambos, e que comportam ainda citações sobre a importância da Bíblia;
Modelos com enfoque em Missões/evangelização, com citações e versículos no tema e mapa de fusos horários mundiais, ou informações estatísticas atualizadas sobre a evangelização da população mundial;
Modelo com calendário já do ano de 2015, e o versículo sobre os Frutos do Espírito;
Modelo simples listando os livros da Bíblia, com ordem e abreviatura;
Modelo para anotar miniesboços de sermões;
E um Plano de Leitura da Bíblia em 3 Meses, esse para os realmente fortes (rsrsrs).

Esses marcadores são gratuitos, e não podem ser vendidos de nenhuma maneira. Você pode e deve imprimi-los em quantidade, para edificar seus irmãos, família e igreja. Tire cópias e distribua em sua classe de escola dominical, seminário, cultos e onde mais desejar. Compartilhe também este arquivo com outros irmãos, para que eles mesmos possam imprimir os recursos.

Para baixar o arquivo pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para baixar o arquivo, ou visualizá-lo online pelo site Scribd,CLIQUEAQUI.



Esse recurso é um oferecimento dos blogs Arsenal do Crente(www.arsenaldocrente.blogspot.com), Veredas Missionárias(www.veredasmissionarias.blogspot.com) e Imagens Cristãs(www.imagenscristas.blogspot.com), blogs onde você poderá obter, além de informações de valia para sua vida e ministério, livros e outros recursos gratuitos.

Caso não consiga realizar o download, solicite-me o envio por e-mail:sammisreachers@ig.com.br

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Biografia de John Paton, o missionário dos mares do sul

https://www.obreiros.com

Um Lar Piedoso

— John Gibson Paton (1824-1907) era um missionário pioneiro nas ilhas Novas Hébrides (hoje Vanuatu) ao sul do oceano Pacífico. Converteu-se ainda criança e logo se dedicou ao Serviço do Senhor Jesus Cristo. Iniciamos uma série de artigos baseados em sua biografia que foi publicada em dois volumes em 1889. Um terceiro volume, escrito pelo seu filho Frank, e publicado em 1910, trata dos seus anos finais:
Nasci em 24/05/1824 numa pequena casa na fazenda de Braehead, na paróquia de Kirkmahoe, perto de Dumfries, no sul da Escócia. Meu pai, James Paton, era fabricante de meias em pequena escala; ele e a sua jovem esposa, Janet Jardine Rogerson, viviam uma afetuosa amizade pessoal com o fazendeiro, por isso deram-me o nome dele, John Gibson.
Enquanto criança, mais ou menos cinco anos de idade, meus pais levaram-me para um novo lar na aldeia de Torthorwald, distante 7 km ao norte de Dumfries. Nessa época, cerca de 1830, Torthorwald era apenas uma aldeia, movimentada e próspera, e comparativamente populosa com seus rendeiros, chacareiros, fazendeiros, em grande e pequena escala, ferreiros e alfaiates. Lá, nessa vida em uma aldeia sadia e ventosa, os nossos queridos pais encontraram seu lar por um período de quarenta anos. Ali nasceram mais oito filhos, constituindo uma família de cinco filhos e seis filhas.
Nosso lugar de culto era a Igreja Presbiteriana Reformada, em Dumfries. Diz a tradição, que em quarenta anos meu pai só faltou ao culto do Senhor por três vezes. Todos nós, desde bem novos, não considerávamos ser um castigo, antes uma grande alegria, acompanhar o nosso pai às reuniões da igreja. Realizávamos também leituras especiais da Bíblia nos domingos à noite – mãe, filhos e visitantes lendo por vez, com perguntas, respostas e exposições novas e interessantes, tendo o propósito de nos impressionar com a graça infinita de um Deus de amor e misericórdia no grande dom do Seu Filho amado, Jesus Cristo nosso Salvador.
Embora com menos de doze anos de idade, comecei a aprender o ofício de meu pai, no qual fiz progresso surpreendente. Trabalhávamos das seis da manha até às dez da noite, com meia hora para o café da manhã, uma hora para o almoço e outra para o jantar. Nestes momentos me dedicava diariamente aos estudos, principalmente com as primeiras noções de latim e grego, pois eu tinha entregue minha alma a Deus e tinha resolvido ser missionário da Cruz ou um ministro do Evangelho. Todavia, testifico com alegria que o que aprendi no tear, ao fabricar meias, não foi sem valor. A habilidade em usar ferramentas, vigiar e manter as máquinas, viria ser de grande valor no campo missionário.
As orações de meu pai me impressionaram nessa época, nunca poderei explicar, pois nenhum estranho compreenderia. Quando de joelhos, e todos nós ajoelhados ao seu redor no culto familiar, ele derramava toda a sua alma em lágrimas a favor da conversão do mundo pagão ao serviço de Jesus e a favor de toda necessidade doméstica. Todos nós sentíamos como se estivéssemos na presença do Salvador vivo, e aprendemos conhecê-Lo e amá-Lo como o nosso Amigo Divino. Ao levantarmo-nos (dos nossos joelhos), eu costumava olhar a luz do rosto do meu pai e desejava ser como ele em espírito, esperando que, em resposta às suas orações, poderia ser privilegiado e preparado para levar o Evangelho a alguma parte do mundo pagão.
Alguns anos depois me conseguiram um trabalho junto ao Regimento de Sapadores e Mineiros que estava traçando mapas do condado de Dumfries para o Departamento de Cartografia do governo. As horas no escritório eram das 9 da manhã às 4 da tarde; embora a minha caminhada de casa fosse de mais de 6 km, todas às manhãs e de volta à tarde, descobri muito tempo de sobra para estudo particular tanto no caminho para o serviço, quanto nas horas extras.
Em vez de gastar a hora do meio-dia junto aos demais jogando futebol e outros jogos, me retirava para um lugar tranqüilo às margens do rio Nith e lá estudava intensamente o meu livro a sós. Sem que eu soubesse, o nosso tenente vinha observando isso de sua casa no outro lado do rio e, depois de algum tempo, me chamou ao seu escritório e perguntou o que eu estava estudando. Contei-lhe toda a verdade acerca da minha posição e os meus desejos.
Após consultar alguns dos outros oficiais ele me prometeu uma promoção no serviço e treinamento especial à custa do governo, com a condição que eu assinasse um contrato por sete anos. Agradecendo-o muito pela bondosa oferta, concordei em me comprometer por três ou quatro anos, mas não sete. Com excitação, ele me disse: "Por que você recusa uma oferta que muitos filhos de gente fina considerariam uma honra?" Eu respondi: "A minha vida é dada a outro Mestre, portanto não posso me comprometer por sete anos". Ele perguntou rispidamente: "A quem?" Eu disse: "Ao Senhor Jesus, e quero me preparar o mais depressa possível para o Seu Serviço na proclamação do Evangelho".
Enfurecido ele pulou para o outro lado da sala, chamou o comissário e exclamou: "Aceite a minha oferta, ou será demitido imediatamente!" Respondi: "Sentiria muito se o senhor fizesse isso, mas se eu fosse me prender por sete anos provavelmente frustraria o propósito da minha vida e, embora estar muito grato ao senhor, não posso assumir tal compromisso". A raiva dele o fez indisposto ou incapaz de compreender a minha dificuldade. Os instrumentos foram devolvidos, recebi meu salário e sem mais conversa fui-me embora.
— Depois de um emprego numa fazenda, John foi chamado a ir para Glasgow, cidade principal da Escócia a uma grande distância de Dumfries. Lá ele tinha uma entrevista para um serviço como professor:
Deixei meu lar tranqüilo na região rural a caminho de Glasgow. Alias, literalmente no caminho, pois de Torthorwald a Kilmarnock, uns 65 km, deveria ser atravessado a pé, e depois até Glasgow por ferrovia. Uma pequena trouxa continha minha Bíblia e todo os meus pertences pessoais. Assim fui introduzido no grande mar da vida. "Conheço a tua pobreza, mas tu és rico".
Meu querido pai andou comigo nos primeiros 9 km do caminho. Seus conselhos, lágrimas e conversa celestial daquela viagem de partida foram tão nítidas no meu coração como se fosse ontem; as lágrimas estão no meu rosto tão copiosamente agora quanto naquela vez, quando a memória me leva de volta àquele lugar. No último meio quilômetro, andamos juntos num silêncio quase total, meu pai, como de costume carregando seu chapéu na mão, seus lábios moviam em orações silenciosas a meu favor, suas lágrimas caíram rapidamente quando os nossos olhos se encontraram.
Paramos ao chegarmos no ponto de partida. Ele pegou na minha mão com firmeza e por um minuto ficou em silêncio, então ele me disse com amor e solenidade: "Deus te abençoe, meu filho! O Deus de seu pai te prospere e te guarde do mal!" Sem poder dizer mais nada, seus lábios moviam em oração silenciosa. Com lágrimas nos abraçamos e partimos.
— De um lugar mais adiante, John avistou seu pai indo embora na outra direção:
Olhei através dos olhos turvos de lágrimas até que a sua forma desapareceu da minha vista, e então me apressando no meu caminho jurei solenemente, muitas vezes com a ajuda de Deus, de viver e agir de tal maneira que os pais que Ele me deu nunca viriam a ser entristecidos ou desonrados.

O Clamor dos Mares do Sul


— John G. Paton, depois de chegar em Glasgow, trabalhou como professor por um curto período de tempo e como missionário com a Glasgow City Mission por dez anos, entre 1847 e 1857, onde teve muito êxito na tarefa de evangelização e no combate contra o alcoolismo.

Durante todo o período que passei na Missão, continuei penosamente com os meus estudos, primeiramente na Universidade de Glasgow, depois na Faculdade de Teologia da Presbiteriana Reformada e em classes de medicina no Andersonian College.

Nunca consegui a erudição que tanto desejei, visto que não tive a oportunidade de formar um bom alicerce nos meus primeiros anos escolares. Todavia, eu contava muito com a presença do Mestre Amado em todos os meus esforços; algo que tristemente faltava a muitos estudantes melhores que eu. Fui sustentado pelo sublime alvo que ardeu durante todos aqueles anos dentro da minha alma, ou seja, ser qualificado como pregador do Evangelho de Cristo a fim de ser reconhecido e usado por Ele na salvação de homens que pereciam.
Contente como me sentia e bem sucedido pelas bênçãos de Deus, mesmo assim eu ouvia continuamente o clamor dos pagãos perecendo nos “mares do sul”. Eu tinha percebido que poucos demonstravam interesse por eles, enquanto eu bem sabia que muitos estavam prontos para fazer a minha obra e levá-la avante.
Sem revelar o meu estado de espírito para qualquer outra pessoa, isto foi o supremo assunto da minha meditação e oração diária. Foi isso que me levou a entrar nos estudos de medicina, e me propus a fazer o curso inteiro. Todavia, ao final do terceiro ano, um incidente me impeliu, de imediato, para o campo missionário estrangeiro. A Igreja Presbiteriana Reformada da Escócia, na qual fui criado, estava pedindo por um outro missionário para se ajuntar a John Inglis no seu grande trabalho nas Novas Hébrides. Dr. Bates, o excelente presidente da Comissão de Missões entre Pagãos, estava muito entristecido porque por dois anos o seu apelo tivera falhado.

— John assistiu a uma reunião do Sínodo onde ficou evidente que ninguém mostrou o desejo de fazer aquele trabalho.

Novamente a causa foi colocada solenemente perante o Senhor, em oração, e uma nuvem de tristeza parecia pairar sobre todos os presentes. O Senhor ficou dizendo dentro de mim: “Visto que ninguém melhor qualificado pode ser encontrado, levante-se e ofereça a si mesmo!”. Quase irresistível foi o impulso que tive para responder em voz audível: “Eis me aqui, envia-me a mim!”.
Todavia, sentia muito medo de confundir as minhas próprias emoções com a voz de Deus. Por isso resolvi fazer disso o assunto de meditação e oração por mais alguns dias, e considerar a proposição de todo aspecto possível. Além disso, fiquei muito preocupado acerca do efeito sobre as centenas de jovens, e outros, agora ligados a todas as minhas classes e reuniões.
Mesmo assim, senti uma certeza crescente que aquilo era o chamado de Deus ao Seu servo, e que, Aquele que estava pronto a me empregar no Seu trabalho no exterior, era também capaz de providenciar, imediatamente, o que seria necessário para a continuação do trabalho em Glasgow. O clamor e a necessidade dos pagãos sempre estiveram soando em meus ouvidos. Via-os perecerem por falta do conhecimento do verdadeiro Deus e Seu Filho Jesus, enquanto meu povo tinha a Bíblia aberta e todos os meios da graça ao alcance, caso a rejeitassem, a rejeitariam propositalmente por sua conta e risco.

— Após muita oração, John se ofereceu para o trabalho nas Ilhas Novas Hébrides, sendo aceito com grande alegria pelo Dr. Bates.

Quando se tornou conhecido que estive me preparando para ir ao exterior como missionário, quase todos estavam totalmente contra a idéia, com exceção do Dr. Bates e um colega estudantil. Meus queridos pais, quando os consultei, responderam-me “que há muito tempo eles me tinham entregue ao Senhor, e neste assunto também me deixariam ao dispor de Deus”. De outros lugares fomos pressionados com fortes oposições.
Entre os muitos que procuraram me deter, havia um velho e querido cristão, cujo argumento principal sempre foi: “Os canibais! Será comido pelos canibais!” Por fim lhe respondi: “Sr. Dickson, o senhor já está muito avançado em anos e a sua expectativa é de logo ser colocado no túmulo e ali ser comido pelas minhocas. Devo confessar ao senhor que se eu tão somente posso viver e morrer honrando ao Senhor Jesus, pouco me importa se eu for comido pelos canibais ou pelas minhocas, pois, no Grande Dia, meu corpo será ressuscitado tão bonito quanto ao do senhor, na semelhança do nosso Redentor vivo”. O velho, levantando as mãos num gesto de discordância, saiu da sala exclamando: “Depois dessa, não tenho mais nada a dizer!”.

— John conta como o Senhor providenciou a continuação da obra de evangelização em Glasgow e como abençoou aquele trabalho. Pouco antes de sair da Escócia, ele se casou com Mary Ann Robson.

No dia 23/3/1858, na presença de uma grande multidão e depois de um sermão maravilhoso acerca de “Passa a Macedônia e ajuda-nos” (Atos 16:9), fomos ordenados solenemente como ministros do Evangelho e designados como missionários às Novas Hébrides. No dia 16/4, partimos da Escócia viajando para o campo missionário.

— John e Mary, depois de uma visita a Austrália, chegaram nas ilhas Novas Hébrides no dia 31/8. O jovem casal logo foi designado para estabelecer uma nova base missionária na ilha de Tanna, um povo indígena totalmente ignorante quanto à civilização ocidental, a não ser pela exploração por parte de alguns maus comerciantes. Depois de poucos meses na ilha, John sofreu um duríssimo golpe.

Eu e a minha jovem e querida esposa, Mary Ann Robson, desembarcamos em Tanna no dia 5/11/1858 com plena saúde e cheios de grandes esperanças santas e amorosas. No dia 12/2/1859 ela deu à luz a um filho; por dois dias tanto a mãe quanto a criança pareciam prosperar, e o nosso exílio na ilha ficou cheio de gozo!
Todavia, a maior das tristezas viria logo após aquele gozo. As forças da minha querida Mary não deram sinal de recuperação, pois sofrera uma crise de malária alguns dias antes de dar à luz. No terceiro dia após o parto, mais ou menos, a crise se repetiu com severidade, aumentando a febre a cada dois dias, por quinze dias. Seguiu-se a isto a diarréia, sintomas de pneumonia e um pouco de delírio de vez em quando. Num momento totalmente inesperado, veio a falecer no dia 3/3.
Para culminar as minhas tristezas e completar a minha solidão, o bebê me foi tirado no dia 20/3, após uma semana de enfermidade. Deixo àqueles que já passaram por trevas semelhantes se simpatizarem comigo; quanto aos demais, seria mais do que inútil descrever as minhas tristezas. Se não fosse por Jesus e a comunhão que Ele me outorgou, certamente teria ficado louco e falecido ao lado daquele túmulo solitário.

Não posso afirmar que entendo o mistério de tais visitações, quando Deus leva embora jovens, que prometem e parecem tão necessários para o Seu Serviço, mas uma coisa sei e sinto, que à luz de tais situações nos convém amar e servir o nosso amado Senhor Jesus para que estejamos prontos quando Ele nos chamar para a eternidade.

Evangelizando os Canibais


— John Paton continua com a história da sua vida missionária na ilha de Tanna (Novas Hebrides). Este relato é de 1860:

Algumas semanas de tempo seco começaram a afetar o crescimento dos inhames e das bananas do povo. A seca foi imediatamente atribuída a nós e ao nosso Deus. Os indígenas de toda parte foram convocados para considerar o assunto em assembléia pública.

No dia seguinte, Nouqua, o cacique maior, e Miaqui, o chefe de guerra, sobrinho de Nouqua, nos informaram que dois caciques poderosos tinham declarado abertamente naquela assembléia que, caso o povo do porto não nos assassinassem ou nos forçassem a sair da ilha, eles chamariam todo o povo do interior e matariam tanto os nossos caciques como a nós, a não ser que a chuva viesse copiosamente nesse intervalo.

Os caciques amigáveis nos disseram: "Roguem ao seu Deus Jeová para que chova, e não vá muito longe da sua porta por um tempo; estamos todos no maior perigo, e caso a guerra venha tememos não poder protegê-los".

Esta amizade, todavia, era fingida. Eles mesmos, por serem homens considerados "sagrados", que professavam ter o poder de enviar ou impedir a chuva, de fato quiseram lançar sobre nós a culpa da sua incompetência. Assim, a ira dos pagãos ignorantes foi fomentada contra nós.

O "Sempre Misericordioso", porém, mais uma vez Se interpôs a nosso favor. No domingo seguinte, quando estávamos reunidos para adoração, a chuva começou a cair em grande abundância. Todos os habitantes acreditaram que ela foi enviada para nos salvar, em resposta às nossas orações. Assim se reuniram novamente e resolveram nos deixar permanecer em Tanna.

Entretanto, para nossa tristeza, as chuvas ininterruptas e torrenciais trouxeram muita doença e febre, e novamente os "homens sagrados" nos apontaram como sendo a causa. Ventos de furacão também sopraram e estragaram os frutos e suas árvores; mais uma oportunidade para colocarem a culpa de tudo nos missionários e no seu Deus Jeová! A provação e o perigo cresciam diariamente no meio de um povo tão terrivelmente mergulhado na superstição, e tão facilmente influenciado por preconceitos e paixão.

Os indígenas de Tanna estavam quase que constantemente em guerra entre si, todo homem fazendo o que achava mais reto, e quase toda disputa acabava num apelo às armas. Num caso, acerca do qual recebemos informação confiável, sete homens foram mortos num combate, e, segundo o costume de Tanna, os guerreiros e os seus amigos os comeram no fim da luta. As viúvas dos que foram mortos foram estranguladas e tratadas de forma semelhante. Além daqueles que caíram na guerra, os nativos que viviam em nossa região tinham matado e comido oito pessoas, geralmente em ritos sacrificais.

Dizem que o constante desejo dos canibais por carne humana se torna tão terrível a ponto de desenterrar e comerem os recém-sepultados. Dois casos desse barbarismo revoltante foram relatados como ocorrido entre os aldeões que moravam perto de nós. Numa outra ocasião o grande cacique Nouqua se tornou seriamente doente, e seu povo sacrificou três mulheres para sua recuperação.

Entre os pagãos das Novas Hebrides, especialmente em Tanna, a mulher era escrava do homem. Ela era forçada a trabalhar duramente e levava todas as cargas mais pesadas, enquanto ele andava ao seu lado com uma espingarda, porrete ou lança. Se ela o ofendesse, ele a espancaria ou abusaria dela ao seu bel-prazer. Como é triste e degradante a posição da mulher onde o ensino de Cristo é desconhecido, ou menosprezado, embora conhecido! É o Cristo da Bíblia e o Seu Espírito que levantaram a mulher e a fizeram companheira e amiga do homem, não o seu brinquedo ou escrava.

Até ao ponto que nos era possível observar, o pagão embora seguindo vagamente alguma divisão da semana em sete dias, o "domingo" em Tanna era considerado como qualquer outro dia. Mesmo quando alguns foram persuadidos a desistir do trabalho manual naquele dia, o gastavam, tal como muitos cristãos em outros lugares, em visitas aos amigos e em prazeres egoísticos, como comer e beber. Depois de passarmos cerca de um ano na ilha, conseguimos realizar um culto no domingo pela manhã que foi assistido por mais ou menos dez caciques e um número igual de mulheres e crianças que lhes pertenciam.

Depois da reunião de domingo, costumávamos andar muitos quilômetros visitando as aldeias alcançáveis, mesmo antes de aprendermos suficientemente a sua língua para podermos conversar livremente com o povo. Às vezes fazíamos um itinerário circular entre as aldeias, de 16 a 19 km na ida e o mesmo tanto na volta. Tentávamos conversar um pouco com todos os que estavam dispostos a nos escutar; e realizávamos o culto a Jeová onde encontrávamos dois ou três dispostos a se reunir, se assentar, ou se ajoelhar ao nosso lado.

Foi um trabalho fisicamente cansativo e, em muitos casos, desanimador. Não havia rostos e corações responsivos para nos animar e nos levantar em comunhão com o Senhor! Todavia, isso nos ajudou a contatar o povo, conhecer os distritos em redor, e isto permitiu que tivéssemos consideráveis audiências, exceto quando estavam envolvidos em guerra.

Nenhum progresso verdadeiro poderia ser feito, no sentido de comunicar um conhecimento espiritual, até que conseguíssemos alguma familiaridade com a língua. Logo descobrimos a existência de duas línguas distintas faladas ao nosso redor, mas nos limitamos àquela que era mais compreendida entre os postos missionários e, pela ajuda de Deus, e grande esforço, conseguimos em pouco tempo conversar com eles acerca do pecado e da Salvação através de fé em Jesus Cristo.

Confesso que era um serviço difícil e penoso, pois os tanneses eram terrivelmente desonestos e quando havia qualquer doença especial, ou excitação por qualquer motivo, seus sentimentos ruins eram demonstrados pela maneira totalmente insolente e carregavam qualquer coisa de que poderiam apoderar-se. Quando me opunha contra eles, o machado, o pau, o mosquete ou a quawas (pedra de matar) eram imediatamente levantados, indicando que a minha vida seria tomada se os resistisse. A habilidade deles para roubar às escondidas era fenomenal!

Em meio a essas tristezas, em vez do fracasso a nossa convicção aumentava, pois se Deus estava poupando a nossa vida para levá-los a amar e servir ao Senhor Jesus, logo passariam a nos tratar como seus amigos e colaboradores. Isto, todavia, não mudou os fatos árduos da minha vida, estando sozinho entre eles e sendo submetido às suas crueldades e enganado pelas suas constantes mentiras.

Talvez eu tivesse esperado demais pelo resultado das visitas de vários irmãos de fora durante essa época, incluindo o navio missionário John Williams. As impressões deixadas foram, sem dúvida, boas, todavia, sem valor permanente. Logo as coisas voltavam como antes entre os tanneses, na sua escuridão moral, guiados por satanás de acordo com a sua vontade, e impulsionados às trevas pagãs mais densas, todavia sabíamos que a transformação deles, pela graça Divina, seria possível. Com este intuito trabalhávamos, sem desfalecer, e caso desfalecêssemos nos levantaríamos novamente a fim de enfrentar tudo em Nome do Senhor que ali nos colocou.

Uma Vida Longa e Frutífera

John G. Paton, depois de perder sua esposa e filho, continuou na evangelização do povo de Tanna, tendo somente a companhia de alguns crentes da ilha de Anieitiuma. Como narrado nos artigos anteriores, este trabalho foi extremamente difícil, perigoso e desanimador.

Em maio de 1861, um missionário canadense e sua esposa foram massacrados na ilha vizinha de Erromango. Os taneses, encorajados por esse exemplo, redobraram seus ataques a Paton, que, depois de escapar várias vezes por um triz, conseguiu sair de Tanna em segurança, mas perdeu todos os seus pertences a não ser a sua Bíblia e algumas traduções que havia feito para a língua da ilha durante seus quatro anos de luta.

De Tanna, Paton chegou a Nova Gales do Sul, Austrália, onde não conhecia ninguém. Entrou numa igreja, pleiteou para ser ouvido por alguns poucos minutos, falou-lhes com tanta eficácia que daquele momento em diante participou num ministério especial que lhe viria ocupar os quarenta e cinco anos restantes da sua longa vida.

Seu objetivo, que teve maravilhoso sucesso, foi providenciar missionários para cada uma das ilhas das Novas Hébrides e conseguir um navio para esse serviço missionário. Anos mais tarde, como resultado da sua personalidade extraordinária e poder de persuasão, o "Fundo de Missões John G. Paton" foi estabelecido em 1890 a fim de dar continuidade ao trabalho.

Voltando pela primeira vez à Escócia (1863-64), se casou novamente no dia 16/06/1864 com Margaret Whitecross. Junto com a sua nova esposa, e alguns missionários que tinha persuadido a ajuntaram-se a ele no trabalho, voltou ao pacífico no início de 1865. Depois de instalar os novos missionários em várias ilhas, Paton fixou residência na pequena ilha de Aniwa, onde permaneceu entre 1866 e 1881.

Quando chegaram a Aniwa, em novembro de 1866, observaram a miséria dos ilhéus. A situação foi muito semelhante àquela em Tanna: — As mesmas superstições, as mesmas crueldades canibalísticas e depravações, a mesma mentalidade bárbara, a mesma falta de impulso humanitário ou altruístico estavam em evidência.

Mesmo assim, continuaram seu trabalho missionário. Foi em Aniwa que seis dos seus dez filhos nasceram, quatro dos quais faleceram bem novos. Seu quarto filho, Frank Paton, que mais tarde se tornou missionário nas Novas Hébrides, foi um destes que nasceu em Aniwa.

Como já mencionamos, os nativos eram canibais e, às vezes, comiam a carne dos seus inimigos derrotados. Praticavam infanticídios e sacrifício de viúvas, matando as viúvas dos derrotados a fim de que pudessem servir aos seus maridos no outro mundo.

— O culto deles era inteiramente baseado no medo, cujo alvo era propiciar a atuação de espíritos do mal a fim de "evitar" calamidade ou "assegurar" vingança. Endeusavam seus caciques a ponto de quase todas as aldeias ou tribos terem seu "homem sagrado". Estes sacerdotes exerciam uma influência para o mal, e lhes era concedida a decisão sobre a vida ou a morte através das suas cerimônias sagradas. Também adoravam os espíritos de ancestrais e heróis por meio dos seus ídolos materiais de madeira e pedra. Temiam os espíritos e procuravam a sua ajuda para a guerra e paz, fome e fartura, saúde e doença, destruição e prosperidade, e vida e morte. Toda a sua adoração era de medo servil, e, até onde eu pude verificar, não tinham nenhuma noção de um Deus de misericórdia ou graça.

Paton admitiu que às vezes seu coração vacilou quando se questionava se aquelas pessoas poderiam ser levadas a entender os princípios cristãos na percepção espiritual das suas vidas. Todavia, animou-se ao ver o poder do Evangelho pelo fato de milhares em Aneitium terem vindo a Cristo. Assim que teve o domínio da língua nativa representou as palavras por meio da escrita.

Ele também construiu orfanatos. — Treinamos os jovens para Jesus. A Sra. Paton ensinou uma classe de mais ou menos cinqüenta mulheres e meninas. Tornaram-se competentes em costura, cântico, no entrelaçamento de chapéus e leitura. Eles treinaram professores, traduziram e imprimiram as Escrituras, ministraram aos doentes e aos que estavam morrendo, ministravam remédios todos os dias, e ensinaram o uso de ferramentas, etc. Realizavam reuniões de adoração todos os Dias do Senhor e enviavam professores nativos a todas as aldeias para pregar o Evangelho.

Nos quinze anos seguintes, John e Margaret Paton viram toda a ilha de Aniwa se converter a Cristo. Anos mais tarde ele escreveu: — Reivindiquei Aniwa para Jesus, e pela graça de Deus Aniwa agora adora aos pés do Salvador. Quando estava com 73 anos de idade e viajando através do mundo proclamando a causa de missões nos Mares do Sul, ainda estava ministrando ao seu povo querido Aniwano quando editou "O Novo Testamento na língua de Aniwa" em 1897. Mesmo até a hora da sua morte ele continuava traduzindo hinos, catecismos e criando um dicionário para o seu povo, mesmo quando não poderia mais estar com eles.

Foi durante uma visita à Escócia, em 1884, depois da sugestão do seu irmão caçula, Sr. James Paton, o missionário com relutância prometeu escrever sua autobiografia. James Paton (1843-1906), moldou os rascunhos do seu irmão para editar um livro.

Seus últimos anos foram passados em Melbourne. Margaret Whitecross Paton foi chamada ao lar celestial aos 64 anos, no dia 16/05/1905. John sobreviveu por dois anos e faleceu em 28/01/1907.

Hoje, 97 anos após a morte de John Paton, cerca de 85% da população de Vanuatu se identifica como sendo "cristã", talvez 21% da população seja evangélica. Os sacrifícios e legado dos missionários às Novas Hebrides são espetaculares e John G. Paton se destaca como sendo um dos maiores.

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