sábado, 28 de março de 2015

Despertando nossa consciência de corpo


TODOS OS QUE CRERAM ESTAVAM JUNTOS E TINHAM TUDO EM COMUM. (LEIA ATOS 2.42-47)
Soube do caso verídico de um missionário que passou por uma igreja testemunhando as necessidades do campo que ele trabalhava, pedindo encarecidamente ajuda dos irmãos. Não obteve retorno. Mas no domingo seguinte, a mesma igreja ouvia extasiada o testemunho de um dos membros que glorificava a Deus pelo carro importado novinho que Ele havia lhe dado de presente!
Casos como estes acontecem aos montes, diariamente por aí. Alguns podem ter dificuldade para aceitar o fato de que Deus faria tamanha injustiça. Eu também. Outros podem pensar: não é o mesmo Deus! Mas creio que é. Creio que o Deus que deu recursos para o irmão que comprou um carro importado é o mesmo que levou o missionário necessitado àquela igreja. Entende a ligação?
Quero com isto chamar a atenção para o detalhe de que quando Jesus nos ensinou a pedir pelo pão diário, nos instruiu a pedir para “nós”. Isto significa que se Ele me dá a mais, é para repartir com quem não tem! O pão nosso de cada dia dá-nos hoje, diz que nós somos os responsáveis pelo suprimento do corpo de Cristo. Permitir que um semelhante morra de fome num mundo tão rico é o atestado de falência da sociedade humana; agora, permitir que um irmão passe fome no seio da igreja é não somente escrever o nosso atestado de falência, mas acima de tudo um pecado intolerável!
Podem me chamar de cético, mas penso que dificilmente Deus faça aparecer milagrosamente comida na despensa do irmão necessitado. Sei que Ele pode fazê-lo, não tenho dúvidas. Mas também não tenho dúvida alguma que Deus quer utilizar o Corpo de Cristo, que é a Sua Igreja, Seus representantes aqui na Terra para suprir as necessidades mais essenciais dos membros deste corpo, e por isso Ele deixou instruções claras na Sua Palavra, porém nem sempre acatadas.
O generoso será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre (Provérbios 22.9)
Leia o capítulo 2 da espístola de Tiago escreveu. Destaco aqui o verso 14:
Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?
Já testemunhei casos de ímpios que tem sustentado a obra missionária. Glória a Deus por isto, vergonha para nós! Novamente: a maneira que Deus quer usar para suprir sua igreja é através da própria igreja. E não só a Sua própria igreja, mas também o mundo. Pare um pouco para pensar nestes textos:
Quem se compadece do pobre ao SENHOR empresta, e este lhe paga o seu benefício. (Provérbios 19.17)
O que tapa o ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido. (Provérbios 21.13)
Informa-se o justo da causa dos pobres, mas o perverso de nada disso quer saber. (Provérbios 29.7)
Não podemos ficar indiferentes a isto. Somos chamados para ser sal e luz, fazer diferença neste mundo em que vivemos. Só assim a vontade de Deus estará sendo feita, só assim o Seu nome será santificado. Pense no que santifica o nome de Deus: eu ter muitas bênçãos ou eu distribuir muitas bênçãos? Eu ser próspero ou eu ser uma fonte de prosperidade para outros também? Se Deus é bom porque nos abençoou, então devemos ser abençoadores também. Não com insensatez, distribuindo dinheiro para indolentes, mas como vimos acima: devemos nos informar da causa do pobre.
Para que o Nome de Deus seja santificado, façamos Sua vontade. Para que o Nome de Deus seja santificado, reconheçamos que o pão seja de cada dia; e que não seja somente meu, mas seja nosso.

www.todahelohim.com
Devocional: A Oração

sábado, 21 de março de 2015

Projeto Haiti - Vila do Louvor - Colabore!



ETED 2015 – HAITI VILA DO LOUVOR 
#TodosnoHaiti 

É um projeto gerado na Jovens com uma missão (Jocum) – Vila do Louvor em Piratininga – São Paulo, um Movimento missionário, Cristão, formado por pessoas das mais variadas cidades do Brasil e partes do Mundo, que entenderam e aceitaram o desafio de se dedicarem ao outro através: Treinamento, Evangelismo, Justiça e transformação social. 

Estamos dedicados a apresentar Jesus pessoalmente a esta geração, mobilizando o máximo de pessoas possível para ajudar nesta tarefa, treinando e equipando pessoas para que cumpram seu papel no cumprimento da Grande Comissão. Como cidadãos do reino de Deus somos chamados a amar, adorar, obedecer nosso Senhor, a amar e servir Seu Corpo, a Igreja e a apresentar o evangelho de forma integral a todas as pessoas ao redor do mundo. (Mc 16:15) 

A Vila do Louvor é uma comunidade que trabalha de maneira colaborativa para manifestar o amor de Deus às pessoas. Gostamos de pensar que um caminho para isso é a arte, mas não só ela e queremos contribuir nisso através do nosso trabalho. Pessoas que têm o propósito de mudar a realidade ao seu redor e o mundo em que vivem usando um forte fundamento, o amor. 

A Escola de Treinamento e Discipulado (ETED) é uma escola planejada para encorajar cristãos a desenvolver seu caráter, cultivar um relacionamento profundo com Deus, identificar seus dons e talentos e reconhecer, de forma genuína, o chamado de Deus para a sua vida. Tem a duração de 5 meses entre teórico e prático. Somos hoje em 16 Alunos e 3 Obreiros da escola e 2 obreiros auxiliares. 

O tema da nossa escola é: “SEGUE-ME”, (mt 4: 18-22). Entendemos que ato de seguir alguém requer clareza e confiança de quem nos esta convidando a segui lo, como os discípulos fizeram com Cristo. Seguir também exige escolha, envolvimento, rendição, entrega, comprometimento, fé, submissão e requer inclusive largar as próprias vontades e olhar para outro como a nós mesmos. 

Pra onde vamos? HAITI 
O país que iremos é o Haiti, um país do Caribe de língua francesa e crioulo haitiano, IDH 0,404 (posição 168º) pior IDH da América. Sofreu um terremoto em 2010 e está em processo de reconstrução. 
Com o Lema “Amor e arte que transformam”, o projeto tem como objetivo atender à necessidade de apoio ao processo de reconstrução do Haiti e seu contexto social. Levar alegria e esperança, reacender sonhos, resgatar identidade, levar dignidade e justiça social. Plantar sementes por meio do intercâmbio de culturas e trocas de experiências para que, acima de tudo o indivíduo seja valorizado. 
Esse objetivo será alcançado através de manifestações de serviço das mais variadas maneiras como: música, dança, circo, teatro, cinema, fotografia, esportes, trabalhos manuais, estudos, reconstrução civil, assistência social, psicologia, trabalhando juntamente a instituições e ONGs já atuantes. 

Tempo da viagem: 02 meses 
Data da partida: 24 de abril
Lugares: Santo Domingo (Republica Dominicana) Porto Príncipe, Moh Hue (Haiti) 
Desafio financeiro 
Para realização de desse projeto, estão envolvidos 21 integrantes. 
Tendo um custo total de R$ 133.000,00, cobrindo as seguintes despesas de todos da equipe:
 Passagens aéreas; - Passagens terrestres; - Translados; - Estadia; - Alimentação; - água - Seguro saúde; - Emergência; - Guia / tradutor.

Colabore conosco nesta iniciativa missionária. Acesse nosso site:



quarta-feira, 18 de março de 2015

Conferência Missional - Em maio no Rio de Janeiro



CONFERÊNCIA MISSIONAL - Uma conferência única para pastores, líderes, e plantadores de igrejas missionais. Nós convidamos um grupo excepcional de pastores, teólogos e missiólogos para nos estimular e encorajar nesta jornada.


Faça sua inscrição para a 6ª Conferência Nacional da Atos 29 Brasil com Ed Stetzer, Eric Mason, Luiz Sayão, Sergio Queiroz e outros. 


sábado, 14 de março de 2015

Congresso JUVEP 2015


Congresso Juvep 2015

O Triunfo da Mensagem da Cruz: O Evangelho e a Evangelização

Congresso Juvep 2015 será realizado de 02 a 04 de abril na semana de páscoa no Espaço Gospel em João Pessoa na Paraíba.

Num esforço especial o Congresso contará com a presença de um dos principais líderes de missões da Europa, o Dr. Johannes Reimer, ex-ateu e ex-militante do comunismo, alcançado pela graça de Deus.

Também participará do evento, o médico-missionário americano, o Dr.  Rob Cheeley,líder de um grande trabalho missionário de transformação social na China.

Completarão o time de preletores das principais plenárias o teólogo e pensador cristão,Jonas Madureira, e a Dra. Barbara Burns.

A programação constará de Encontro de Pastores e LíderesEncontro de Mulheres e Encontro de Jovens nas manhãs do congresso. Cursos e seminários nas tardes com vagas limitadas. E o culto de celebração e ministração da Palavra a cada noite.

No congresso também haverá uma área de estandes com a presença de várias organizações missionárias onde o congressista poderá conhecer vários iniciativas e desafios através dessas organizações.

A entrada no congresso é gratuita com exceção dos cursos oferecidos no período da tarde.

Você é o nosso convidado especial. Não deixe de comparecer.
Atenciosamente, no amor de Cristo
 
Coordenação do Congresso

Maiores Informações: 
Telefone: 83 3248.2095 

segunda-feira, 9 de março de 2015

Quanto Resta a Fazer na Grande Comissão? - John Piper


Nós deveríamos ficar pasmos ao ver o quanto é possível de realizar o que resta na tarefa de missões mundiais. Antes que eu explique isso, vamos esclarecer algumas definições.
Missões não é o mesmo que evangelismo. Evangelismo é compartilhar o evangelho com qualquer descrente, e esse trabalho nunca será terminado até que Jesus venha.
Missões, por outro lado, tem a ver com grupos étnicos, e não apenas pessoas, e o número é finito e relativamente estável — como "toda tribo, língua, povo e nação" em Apocalipse 5:9.
Portanto, missões é atravessar uma cultura, aprender um idioma, e plantar uma igreja através da pregação do evangelho no meio de grupos étnicos que não possuem igrejas fortes o suficiente para evangelizar seu grupo.
De acordo com o Joshua Project (dados de 16 de Fevereiro) existem 16.598 grupos étnicos no mundo. 7.165 desses são "não-alcançados" (menos de 2% evangélicos).
Definindo as coisas de uma forma um pouco diferente, a divisão de pesquisa da Junta de Missões Internacionais da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidosestima que são 11.310 grupos étnicos, dos quais 6.405 são não-alcançados e 3.100 são "não-abordados" (nenhum trabalho missionário evangélico para alcançá-los está em andamento).
Esse número parece grande pra você? 3.100? Estes são os grupos étnicos que ainda precisam ser buscados e penetrados por um trabalho missionário. O número é, de fato, incrivelmente pequeno comparado aos recursos que temos disponíveis.
Considerem estes números da edição de Janeiro de 2013 do Boletim Internacional de Pesquisa Missionária (vol. 37, no. 1):
  • Existem 44.000 denominações Cristãs no mundo — 14 para cada grupo étnico não-abordado.
  • Existem 700 milhões de Cristãos evangélicos no mundo — 225.000 para cada grupo étnico não-abordado.
  • Existem 4.5 milhões de congregações Cristãs no mundo — 1.451 congregações para cada grupo étnico não-abordado.
  • Existem 4.900 agências de missões transculturais Cristãs no mundo — 1,5 agências para cada grupo étnico não-abordado.
Isso é simplesmente incompreensível. Eu tenho consciência de que a maior parte destes 3.100 grupos étnicos não-abordados estão em lugares e sob regimes políticos que são hostis à presença Cristã. Portanto, não estou dizendo que será fácil alcançá-los. Será muito árduo.
Mas se Deus nos concede a paixão e coragem e sabedoria, a tarefa restante não é nem vaga, nem enorme, nem irrealizável. Você se uniria a mim para obedecer o que diz em Mateus 9:38: "Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara"?
E então, seja um dos que vai radical e sacrificialmente; ou um dos que envia, radical e sacrificialmente. Jesus tem toda autoridade para realizar isto. Ele promete estar conosco até o fim dos tempos enquanto nos mobilizamos para isso. Que expectativa emocionante! Que razão para se viver! Que santa ambição.

domingo, 1 de março de 2015

Como o Evangelho está fazendo diferença entre os ribeirinhos do Brasil?

Como o Evangelho está fazendo diferença entre os ribeirinhos do Brasil? A MEAP (Missão Evangélica Pescadores) é uma testemunha e um instrumento do que Deus tem feito. Conheça as histórias, as ações e os objetivos da nossa parceira MEAP no documentário a seguir.


Via http://renas.org.br/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

VOCARE 2015 - Participe!


A AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileira) tem a alegria de lhe convidar pra participar do Vocare 2015, um encontro missionário voltado para o público jovem com a intenção de debater o tema: Qual é nossa vocação?
O QUE

Vocare = vocação (em latim)
Tempo, espaço e ajuntamento com a cara dos jovens evangélicos brasileiros. Teoria e prática, ação e oração, Bíblia e experiências pessoais, reflexão e adoração. Três dias para conversarmos, honestamente, sobre uma pergunta que não sai da nossa cabeça: QUAL A NOSSA VOCAÇÃO?


POR QUE

Porque é muito vazio passar pela vida sem um senso verdadeiro de missão.
Porque só conhecemos a Deus quando caminhamos com Ele, radical e apaixonadamente, colocando mente e coração a serviço dele.
Porque o mundo precisa das nossas mãos a serviço do reino de Deus.
Porque a igreja de Jesus Cristo conta com nossa paixão e nosso amor.


QUANDO E ONDE

De 18 a 21 de abril de 2015, na UNICESUMAR – Maringá (PR)


QUEM?

Jovens evangélicos de 16 a 26 anos e os principais ministérios cristãos ligados à juventude no Brasil.


INSCRIÇÕES

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Vocação - Ronaldo Lidório


Ronaldo Lidório 

A vocação de Deus é incontestável e irresistível. Incontestável, pois Ele, ao vocacionar, o faz de forma clara e nada mais enche o coração. Irresistível pela abordagem, pois quando Deus vocaciona, tudo nos impele a segui-Lo.

Chamado e vocação são termos correlatos na Palavra de Deus e derivam da expressão kaleo - chamar. Em todo o Novo Testamento vemos que Ele chama para a salvação (2 Pe 1.10), para a liberdade (Gl 5.13), para sermos de Jesus Cristo (Rm 16) e para a ceia das bodas do Cordeiro (Ap 199). Todo chamado se dá segundo o Seu propósito (Rm 8.28) e somos encorajados a permanecer firmes no chamado (1 Co 7.20), andar de forma digna da nossa vocação (Ef 4.1) e a vivê-la junto com outros igualmente chamados em Cristo (Ef 4.4).
O chamado de Deus não é uma prerrogativa do Novo Testamento. Deus, ao longo da história, chamou o Seu povo para o Seu propósito. Israel é chamado para ser bênção entre as nações (Gn 12.2) e para anunciar a salvação e a glória do Senhor (Sl 96.3). Em Isaías, o Senhor fala sobre “todos os que são chamados pelo meu nome”, também menciona que foram criados “para a minha glória” (Is 43.7).
Antes de tudo, é preciso compreender que, em Cristo Jesus, todos somos vocacionados (1 Pe 2.9-10). A Palavra deixa isso bem claro ao expor que somos vocacionados para a salvação, para as boas obras, para a santidade e para a missão. Ou seja, nascemos em Cristo Jesus com um propósito. Não estamos neste mundo de forma aleatória e descomprometida. Fomos salvos em Cristo para fazer diferença – sendo sal e luz -  e cumprir o chamado de Deus. E, dentre todas, a nossa maior vocação é glorificar o nome de Deus Pai (Rm 16.25-27).

Encontramos também na Palavra de Deus a vocação ao ministério, para uma função específica no Reino do Senhor. Trata-se daqueles que são separados por Deus para uma ação específica e funcional em Sua igreja.

Escrevendo aos Romanos, Paulo se apresenta como “servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus” (Rm 1.1), expressando que é servo de Cristo, porém, com um chamado ministerial específico: ser apóstolo.

Ele afirma ser “servo” – doulos – escravo comprado pelo sangue do Cordeiro, liberto das cadeias do pecado e da morte e, apesar de livre, cativo pelo Senhor que o libertou.
Afirma também ser chamado para ser “apóstolo”, demonstrando que alguns servos podem ser chamados ao apostolado, porém, não há apóstolos que não sejam primeiramente servos.
Em Efésios 4:11, entendemos que o Senhor Jesus chama, dentre todos na igreja, “alguns” para serem apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres, ou seja, para funções específicas de trabalho.

Quem nós somos - nosso chamado em Cristo - é mais determinador para nosso ministério do que para onde iremos. Não há na Palavra um chamado geográfico (para a China, Índia ou Japão), ou mesmo étnico (para os indígenas, africanos etc.), mas um chamado funcional, para se fazer alguma coisa.

Na exposição aos Efésios, Paulo afirma que alguns foram chamados para ser apóstolos, ou “a pedrinha lançada bem longe”, na expressão de John Knox. São aqueles que vão aonde a igreja ainda não chegou. Há os profetas, que falam da parte de Deus e comunicam Sua verdade. Há os chamados para serem pastores, que amam e cuidam do rebanho de Cristo, que amam estar com o povo de Deus e se realizam ministerialmente cuidando desse povo. Há os evangelistas, que são aqui os “modeladores” do Evangelho, ou seja, os discipuladores. São os irmãos que fazem um trabalho nos bastidores, de discipulado, extremamente relevante para o Reino, o crescimento e amadurecimento da igreja. Por fim os mestres, que ensinam a Palavra de forma clara e transformadora, são os que leem a Palavra e a expõem de forma tão clara que marcam vidas e corações.

Na dinâmica do chamado há certamente uma direção geográfica. Se alguém possui convicção de que Deus o quer na Índia, isso significa que há uma direção geográfica de Deus, não um chamado ministerial. Mas, notem: a direção geográfica muda, e mudou diversas vezes na vida de Paulo. O chamado, porém, permanece.

Paulo foi chamado para os gentios, como por vezes expressa (At.13:1-3). Era uma força de expressão para seu perfil missionário, pois, com exceção dos judeus, todo o mundo era gentílico. Assim, ele expressa em Romanos 15.20 a prioridade geográfica do ministério da Igreja: “onde Cristo ainda não foi anunciado”. Na época, prioritariamente entre os gentios.  Hoje, porém, pode ser perto e pode ser longe. Uma pessoa, de qualquer língua, raça, povo ou nação, que ainda não tenha ouvido as maravilhas do Evangelho, é a prioridade de Deus para a obra missionária.

Percebo algumas crises entre os vocacionados no Brasil. As principais talvez sejam de compreensão, discernimento e ação.

A crise de compreensão se estabelece à medida que não entendemos, na Palavra de Deus, que somos todos vocacionados para servir a Cristo. Assim, relegamos o trabalho aos que possuem um chamado ministerial específico. Outras vezes, por associarmos o chamado puramente a títulos ou posições eclesiásticas, esquecendo que fomos todos chamados em Cristo para a vida no Espírito e para o trabalho na missão.

A crise de discernimento nasce quando não fazemos clara distinção entre o chamado universal e o chamado ministerial específico. Podemos passar a vida frustrados em qualquer lado do muro se não buscarmos discernimento vocacional. Esse discernimento é encontrado primeiramente na Palavra, estudando o que a Bíblia nos ensina sobre vocação. Em segundo lugar, caso haja uma convicção de chamado ministerial específico, associando-nos ao trabalho da igreja e passando nossa vocação pelo crivo dessa experiência. Por fim, precisamos buscar ao Senhor em oração especialmente para saber qual será o próximo passo. Deus, geralmente, só nos mostra o próximo passo.

A terceira crise que percebo é de ação. Há um número grande de irmãos e irmãs com clara compreensão bíblica sobre a vocação, claro discernimento sobre os passos a serem dados, mas nunca os dão. Para alguns, esse passo é um envolvimento maior com o ministério da igreja local. Para outros, é seguir para um centro de treinamento bíblico e missionário ou participar de um estágio ministerial. O importante é perceber que, em algum momento ao longo da convicção de um chamado ministerial, é preciso dar um passo.


Somos, portanto, todos vocacionados em Cristo para servir a Deus e glorificar o Seu Nome. Alguns são vocacionados, também em Cristo, para funções específicas – ministeriais – para o encorajamento da igreja e expansão do Evangelho no mundo. Em qualquer situação, a nossa vocação é um privilégio. Na verdade, talvez seja o nosso maior privilégio, bem como o nosso maior desafio.
 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Projeto Missionário IDE da Missão Asas de Socorro - Participe!

logo IDE1
VEM AÍ O PROJETO IDE 2015!
Oportunidade sem igual para participar!


LOCAL:  Santarém /Pará
DATA: 
  • 14/07 - Recepção dos Projetista em Santarém
  • 15/07 - 07:00h Saída para a Comunidade
  • 16 e 17/07 – Treinamento na Comunidade
  • 18 a 22/07 – Atividades na Comunidade
  • 23/07 – Retorno da Comunidade 
  • 24/07 – Dia de Lazer
  • 24/07 -  Após as 18:00h todos estarão liberados para retornar  a suas cidades de origem.

INSCRIÇÃO : Clique aqui e faça sua inscrição.
TAXA DE INSCRIÇÃO:  R$ 350,00
FORMAS DE PAGAMENTO: 
  • 4 X de R$ 87,50
  • 3 X de R$ 117,00
  • 2 X de R$ 175,00
  • À vista - R$ 350,00
Ao preencher sua ficha assinale  o número de parcelas, para que seja enviado os  boletos,que devem ser pagos até o mês de junho. 
VAGAS:  180 pessoas
CRITÉRIOS PARA PARTICIPAÇÃO:
  • Ser maior de 16 anos.
  • Ser cristão comprometido com Deus e com a Igreja local.
  • Ser alegre, comunicativo, ter disposição para trabalhar em grupo e ser submisso às regras.
Qualquer dúvida entre em contato conosco!
Email: ide@asasdesocorro.org.br
Telefone: (62) 40140323 / (62) 9299-1541 (TIM) / (62) 99154-1212 (VIVO)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Missões: Nosso dia é agora! - Tim Conway (vídeo)


Os grandes do passado se foram. Nós estamos aqui e nosso tempo de agir é agora!

*Tim é pastor da Grace Comunnity Church, em San Antonio, Texas. 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A paciência de Cristo e a pressa da Igreja


André Filipe, Aefe
“O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento (…) Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda” – 2Pe.3.9,11-12.
Dizem que um noivado dura alguns meses e uma eternidade. A brincadeira diz respeito ao aumento da expectativa dos noivos na medida em que vai chegando o dia do casamento, e o último mês parece não acabar! Essa é a expectativa própria do encontro de pessoas que se amam. A segunda carta de Pedro parece nos apresentar, em uma linguagem poética, uma maneira como Cristo e sua igreja estão em ardente expectativa pelo encontro definitivo.
Em 2Pe.3.9, Pedro responde àqueles que diziam que Cristo estava demorando a retornar. Teria o Cristo esquecido de sua igreja? Pedro mostra que Jesus, na verdade, ao contrário de estar indiferente à sua igreja, Cristo possui grande paciência para aguardar que todos os eleitos recebam o Espírito Santo por meio da pregação da Palavra. O que Pedro quer nos mostrar é que Cristo não volta enquanto sua igreja não esteja completa. Cristo não volta enquanto o evangelho não for pregado em todos os povos. Há uma ardente expectativa de Cristo pelo avanço do evangelho, e não uma indolência para retornar.
Da mesma maneira, o seu povo não fica amortecido. Por sua vez, a igreja espera também com grande expectativa pelo retorno de seu Noivo, e ela faz isso vivendo uma vida santa e piedosa (2Pe.3.11-12). Esta vida piedosa diz respeito não apenas à questão moral, mas também à intensa atividade de evangelização no mundo. Quando a igreja evangeliza e envia missionários, e quando pessoas no mundo todo se arrependem, o evangelho vai sendo completado e, em linguagem poética, o retorno de Cristo é apressado! Enquanto prega, o crente está com um olho no mundo e um olho nos céus, pois cada alma convertida a Cristo é um vislumbre do retorno de Jesus.
É claro que nenhum dos comprados pelo sangue de Cristo irá se perder. O que Pedro está nos mostrando é o coração de um noivo e de uma noiva com grande expectativa para o reencontro. Ele, aguardando pacientemente pela noiva, e a noiva trabalhando arduamente para estar pronta para as bodas! Isso são missões. Cristo aguarda com ardente paciência a evangelização mundial, e a igreja trabalha com ardente pressa pelo grande encontro. É essa a visão e o coração de uma igreja missionária.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

R$ 1,30, nada mais?!


“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” Mt 28:19 
O Senhor nos comissionou para fazer discípulos de todos os povos, tribos, etnias, línguas e nações. Desde que recebemos essa ordem já se passaram dois milênios e continua havendo muita terra para ser conquistada. Os desafios são muitos, por exemplo:
  – Há 24.000 povos no mundo, faltando 6.800 para serem alcançados pelo Evangelho.
  – Há 6.909 línguas no mundo, sendo que 2.432 delas não têm Bíblia
  – 85.000 pessoas morrem a cada dia sem nunca terem ouvido de Cristo.
  – 500 milhões de chineses nunca ouviram ao menos o nome “Cristo”.
  – Das 600 mil cidades e vilas da Índia, 500 mil delas não possuem obreiros cristãos.
Diante do exposto a igreja brasileira pode fazer muito mais para encarar esses desafios, afinal somos a terceira maior igreja do mundo, com mais de 300.000 templos. Infelizmente precisamos de 100.000 crentes para sustentar um único missionário na Janela 10-40 e investimos em média apenas R$ 1,30 por pessoa ao ano para missões transculturais. O mais triste é saber que mais de 99% das igrejas brasileiras não adotou único missionário transcultural.
Isto é inadmissível e vergonhoso. Algo tem que ser feito para mudar este quadro. Creio que estamos cometendo o mesmo pecado que os filhos de Israel cometeram nos tempos de Josué, quando sete tribos foram negligentes em possuir a terra, apesar de Deus já ter dado a terra (Js. 18:2 e 3). Creio que podemos chamar este pecado de Grande Omissão, conforme Tg. 4:17.
Oswald Smith pastoreava uma igreja que tinha mais de 800 missionários e que escreveu muitos livros impactantes, tais como: Paixão pelas AlmasEvangelizemos o Mundo, Clamor do Mundo, etc. Ele cunhou, com muita coragem, a triste frase: “O primeiro e maior obstáculo para missões são os pastores…” Aqueles que tem a incumbência de descobrir vocacionados, orientá-los, treiná-los, enviá-los aos campos não alcançados e sustentá-los dignamente, seriam os maiores obstáculos para missões?
Precisamos ter coragem para mudar a nossa prática como igreja de Jesus. Com um pouco mais de criatividade e ousadia podemos seguir o exemplo dos irmãos morávios, que enviavam 1 missionário para cada 12 membros da igreja.
Imagine se cada igreja brasileira com 100 membros enviasse apenas um missionário bem preparado e dignamente sustentado aos povos não alcançados? Graças a Deus que a igreja brasileira tem as condições para isso, portanto, oremos ao Senhor para que desperte os vocacionados para alcançar os confins da terra.
 BertrantPr. Bertrant Vilanova
(Dados extraído do site:www.horizontes.com.br)

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...